quarta-feira, 14 de julho de 2010
5º Festival de Cinema Latino-Americano
Está em cartaz em São Paulo a 5ª edição do Festival de Cinema Latino-Americano (FestLatino), que exibe 137 filmes de 15 países e homenageia dois cineastas, o brasileiro João Batista de Andrade e o argentino Marcelo Piñeyro.
O cenário principal do evento é o Memorial da América Latina, que recebe mesas-redondas e conferências, mas as exibições – gratuitas – também acontecem em outras salas da cidade.
O FestLatino divide-se em seções: mostra Contemporâneos, com 24 títulos recentes e inéditos, em sua maioria; mostra Contemporâneos/Brasileiros, com títulos autorais/experimentais; Retrospectiva, com títulos já reconhecidos do grande público; e a dos homenageados João Batista de Andrade e Marcelo Piñeyro, que tinham diferentes maneiras de encarar a questão política: Andrade, de forma mais direta, em documentários e ficções; e Piñeyro, com enfoque histórico por meio de estudos de personagens ou grupos.
Festival Latino-Americano
Quando: de 12 a 18 de julho
Onde: Cinemateca Brasileira; Cinesesc; Cinusp; Memorial da América Latina; e Museu da Imagem e do Som.
Confira a programação completa no site do Festival.
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5º Festival de Cinema Latino-Americano
terça-feira, 13 de julho de 2010
JAZZ SINFÔNICA
Dando prosseguimento à Série JAZZ jazz, com concertos dedicados ao gênero afro-americano, a orquestra Jazz Sinfônica faz uma apresentação amanhã, no Sesc Pinheiros. Sob a regência do maestro João Maurício Galindo, executará um programa sobre Duke Ellington, um dos mais importantes músicos norte-americanos de todos os tempos.
No repertório, temas clássicos imortalizados por Ellington e sua Big Band, aqui em orquestrações inéditas, feitas especialmente para a orquestra por talentosos arranjadores brasileiros da atualidade, como Maurício de Souza, Thiago Costa e Alexandre Mihanovich.
Onde: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros – Rua Pais Leme, 195 – Telefone: (11) 3095-9400
Quando: quarta (14), às 21 horas.
Quanto: de R$ 3,50 a R$ 15
Veja um trecho da apresentação da Jazz Sinfônica em maio, no Auditório Ibirapuera:
No repertório, temas clássicos imortalizados por Ellington e sua Big Band, aqui em orquestrações inéditas, feitas especialmente para a orquestra por talentosos arranjadores brasileiros da atualidade, como Maurício de Souza, Thiago Costa e Alexandre Mihanovich.
Onde: Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros – Rua Pais Leme, 195 – Telefone: (11) 3095-9400
Quando: quarta (14), às 21 horas.
Quanto: de R$ 3,50 a R$ 15
Veja um trecho da apresentação da Jazz Sinfônica em maio, no Auditório Ibirapuera:
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JAZZ SINFÔNICA no Sesc Pinheiros
Homenagem a Paulo Moura e ao Dia do Rock
Arquivo pessoal do artista
O clarinetista e saxofonista Paulo Moura era músico versátil, e passou pelas várias fases da MPB. Considerado um dos principais nomes da música instrumental brasileira, tocou com Ary Barroso, Dalva de Oliveira e Elis Regina, além de desenvolver pródiga carreira solo.
Paulista de São José do Rio Preto, morava no Rio há mais de 50 anos. Começou a estudar música aos nove, incentivado pelo pai e irmãos, também músicos. Com apenas 11 anos já tocava com o pai, Pedro Moura, em bailes populares. Daí seu talento em animar gafieiras por todo o país, até recentemente.
Em 2000, ganhou o Grammy Latino para Música de Raiz, com o trabalho “Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”. Há dois anos, foi indicado ao Grammy na categoria Melhor CD Instrumental, com o disco “Pra cá e pra lá”.
Há menos de um mês, anunciei aqui seu show Bossa Batuta, apresentado durante dois dias no Sesc Pompeia. Nele, homenageou a bossa nova, já que integrou um dos únicos grupos instrumentais brasileiros que representaram o Brasil no histórico show realizado no Carneggie Hall, em Nova York, em 1962, ao lado dos irmãos Castro Neves, de Sérgio Mendes (piano) e de Dom Romão (bateria).
Paulo Moura morreu de linfoma ontem à noite, aos 77 anos, na Clínica São Vicente, no Rio. Seu último trabalho foi o CD AfroBossaNova, lançado em julho do ano passado. Ainda em 2009, fez shows na Tunísia e no Equador.
HOJE É DIA DE ROCK
O Dia Mundial do Rock nasceu em 13 de julho de 1985, quando Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres e na Filadélfia, para angariar fundos para a Etiópia. O show, transmitido ao vivo pela BBC, contou com The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, U2, Paul McCartney, Phil Collins, Eric Clapton e Black Sabbath.
Vinte anos depois, Bob Geldof organizou o Live 8, com estrutura maior e shows em mais países, com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres e erradicar a miséria do mundo.
Hoje acordei lembrando da data, e de outro músico versátil, ZÉ RODRIX, que passeou também pelo rock. Aqui, em apresentação de 2007, na formação Sá, Rodrix e Guarabyra, com o clássico “Hoje ainda é dia de rock”.
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Homenagem a Paulo Moura e ao Dia do Rock
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Brigam Espanha e Holanda...
Domingo volta a “guerra” entre Espanha e Holanda, como na música de Milton Nascimento e Leila Diniz, Um Cafuné na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco...
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
Porque não sabem que o mar
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar!
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
Porque não sabem que o mar
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar!
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O poder dos coadjuvantes por excelência
Logo depois, vi Escritor Fantasma – um ótimo thriller, de Roman Polanski –, em que McGregor é o personagem do título, contratado para escrever as memórias do famoso e polêmico político inglês Adam Lang (Pierce Brosnan). É aí que se observa a versatilidade do ator, em atuação completamente diferente, já que o personagem é bem mais proativo e complexo. Outro filme marcante da carreira do escocês é O Sonho de Cassandra (2008), de Woody Allen. Trainspotting é um dos mais famosos dele, e junto com Cova Rasa o revelou ao estrelato, consolidado com Moulin Rouge (2001) e Peixe Grande (2003), de Tim Burton, igualmente nada convencionais.
Pouco antes de O Escritor Fantasma, vi outro filme com Pierce Brosnan, Em Busca de Uma Nova Chance. O charmoso Brosnan é um dos melhores 007. Ele começou a chamar minha atenção desde que sua pequena aparição em Uma Babá Quase Perfeita (1993), em que fazia o namorado de Sally Field, ex-mulher de Robin Williams. Mas não é um ator de grandes nuances, tanto que no filme de Polanski é obscurecido por McGregor, e no Em Busca... toma “um banho” de interpretação de sua esposa na trama, Susan Sarandon. Aliás, Em Busca... é um tremendo dramalhão, em que a mãe não se conforma com a perda do filho adolescente num acidente. A beleza e a qualidade vêm justamente da atuação de Susan, e da jovem Carey Mulligan (premiada por Educação, que ainda não consegui ver), que sobreviveu ao acidente e surge, grávida, na presença dos pais do menino.
Neblina e Sombras (1992, de Woody Allen), Mr. Holland (1995), Fargo (1996), Magnólia (1999) e Obrigado por Fumar (2005) são apenas alguns dos mais importantes filmes de que William H. Macy participou. Na TV, vi recentemente o até então para mim desconhecido Focus, em que, em plena Segunda Guerra, ele é um pacato gerente de RH cujos preconceituosos vizinhos julgam ser um judeu, principalmente depois de se casar com a personagem de Laura Dern (outra coadjuvante talentosa). O filme é bom, ao contrário do bobinho Motoqueiros Selvagens (2007), com ele, John Travolta, Tim Allen e Martin Lawrence como motociclistas veteranos que se metem em encrencas. Vale, aliás, pelo elenco, que garante boas risadas.
Confira todos esses títulos – veja ou reveja com atenção nesses atores –, depois me conte!
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Simpáticas atrações gratuitas, hoje e amanhã
FILME ‘O CIRCO’
Logo mais, às 18 horas, tem filme mudo ao ar livre, na Praça do Patriarca, região central da cidade. Será sonorizado, ao vivo, pelo Quinteto Slap! de sopros, criado em 2007, que tocará a trilha do filme O Circo, de Charles Chaplin, como parte da programação do “No Centro da Arte 2010”. O espetáculo é promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Confira um trecho:
GERMANO MATHIAS
A Copa acabou para os brasileiros – já tem gente escolhendo em quem torcer agora – mas as promoções culturais ligadas a futebol continuam. Como o show Futebol e Gafieira, com o veterano sambista Germano Mathias, que estará acompanhado por um quinteto musical composto por violão, cavaquinho, percussões e sopro, para apresentar repertório de sambas que tratam do futebol e gafieiras gravadas ao longo de sua carreira.
Onde: Sesc Consolação (Convivência) – Rua Dr. Vila Nova, 245
Quando: sábado (3), às 14 horas.
GRÁTIS
Logo mais, às 18 horas, tem filme mudo ao ar livre, na Praça do Patriarca, região central da cidade. Será sonorizado, ao vivo, pelo Quinteto Slap! de sopros, criado em 2007, que tocará a trilha do filme O Circo, de Charles Chaplin, como parte da programação do “No Centro da Arte 2010”. O espetáculo é promovido pelo Centro Cultural Banco do Brasil.
Confira um trecho:
GERMANO MATHIAS
A Copa acabou para os brasileiros – já tem gente escolhendo em quem torcer agora – mas as promoções culturais ligadas a futebol continuam. Como o show Futebol e Gafieira, com o veterano sambista Germano Mathias, que estará acompanhado por um quinteto musical composto por violão, cavaquinho, percussões e sopro, para apresentar repertório de sambas que tratam do futebol e gafieiras gravadas ao longo de sua carreira.
Onde: Sesc Consolação (Convivência) – Rua Dr. Vila Nova, 245
Quando: sábado (3), às 14 horas.
GRÁTIS
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Há ótimas exposições pela cidade
Guignard e uma de suas obras em Minas Gerais, onde viveu a partir de 1940.
Em pintura de 1941, nuvens se fundem a montanhas e igrejas
Guignard e o Oriente, no Instituto Tomie Ohtake
A tranquilidade das paisagens mineiras do pintor Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), em que montanhas se fundem com nuvens e balões de festa de São João evaporam pelos ares pode ter relação com as ‘chinesices’ (modos ou usos da China) que se encontram em Minas Gerais desde o século 18.
A nova mostra Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas, revela a relação natural entre a obra de um dos maiores pintores brasileiros, fluminense que viveu desde a década de 1940 em Minas, com as tradições artísticas orientais, tanto da China como do Japão. Feita em parceria com a Casa Fiat de Cultura, por enquanto será apresentada apenas em São Paulo. São cerca de 100 obras, entre pinturas de Guignard e telas de pintores chineses contemporâneos do artista, além de gravuras japonesas, fotografias e objetos.
Onde: Instituto Tomie Ohtake – Avenida Brigadeiro Faria Lima, 201 – Pinheiros – Telefone: 2245-1900
Quando: de terça a domingo, das 11 às 20 horas. Até 29 de agosto.
GRÁTIS.
Foto de Thomaz Farkas (década de 40)
Dez anos do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM
Coleções de fotos em museus têm surgido cada vez mais, principalmente do final dos anos 1990 para cá. O tema é pauta constante das discussões sobre arte contemporânea, e agora surge em nova exposição do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), que comemora dez anos.
Criado pelo então curador do museu Tadeu Chiarelli, e pela curadora-assistente Rejane Cintrão, o clube já tem 55 obras e uma fila de espera para poder se associar. Na exposição que abre hoje para convidados, a partir de amanhã o visitante poderá acompanhar a trajetória da fotografia brasileira por meio de trabalhos de profissionais como Claudia Andujar, Maureen Bisilliat, Thomaz Farkas (foto), German Lorca, Fernando Lemos, Luiz Braga, Rafael Assef, Rosângela Rennó, entre outros.
A proposta do clube é representar uma produção mais experimental, retomada a partir dos anos 1990. Iniciado com a vinda de fotógrafos estrangeiros, nos anos 1940, o movimento foi perdendo espaço nos anos 1960 para o fotojornalismo que, durante 20 anos, foi a linguagem principal da fotografia brasileira, com raras exceções. A coleção está dividida em cinco frentes de pesquisa: Identidade Nacional, Documental Imaginário, Limites/Metalinguagem, Retrato/Autorretrato e Vanguardas Históricas.
Onde: MAM – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Pq. do Ibirapuera – Telefone: 5085-1300
Quando: de terça a domingo, das 10 às 17h30. Até 29 de agosto.
Quanto: R$ 5,50.
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