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sexta-feira, 12 de março de 2010

Rita Ribeiro faz dois fins de semana de Tecnomacumba

Foto do site oficial da cantora

O Sesc Santana será pequeno para esta cantora, que aos poucos foi conquistando grandes públicos... Tanto, que foram marcados dois fins de semana para os shows Rita Ribeiro, baseados no repertório de seu primeiro DVD, Tecnomacumba – A tempo e ao vivo.

Entrevistei Rita há exatos 12 anos, em março de 1998 (aqui, a imagem de parte da matéria, não consegui escanear toda). Na época ela morava em Pinheiros, e o fotógrafo teve a ideia de fotografá-la na subestação de energia elétrica que ficava por perto, numa referência aos cabelinhos de antena dela. Não me lembrava que ela não só é geminiana como eu, mas também nasceu no mesmo dia (13 de junho), porém alguns anos depois. Logo em seguida, o sucesso foi aumentando e sei que há algum tempo ela adotou o Rio como sua cidade.

Foto de show em 2008 na esfumaçada choperia do Sesc Pompeia

Tecnomacumba é fruto da intervenção cultural criada por Rita Ribeiro há seis anos para nomear a fusão entre batuques dos terreiros e beats eletrônicos, numa sonoridade que lembra terreiros de candomblé, centros de umbanda, batuques e xangôs espalhados pelo país, e que desperta paixão em diferentes públicos.

Acompanham a cantora os músicos Israel Dantas (guitarrista), Alexandre Katatu (baixista), Lúcio Vieira (baterista e programador eletrônico), Pedro Milman (tecladista) e Paulo He-Man (percussionista), da banda Cavaleiros de Aruanda, e bailarina convidada Kiusam Oliveira.

Onde: SESC Santana – Avenida Luiz Dumont Vilares, 579 – (11) 2971-8700
Quando: dias 13, 14, 20 e 21 de março – Sábados, às 21 horas; e domingos, às 19h30.
Quanto: R$ 5 a R$ 20

Como Rita Ribeiro e seu trabalho têm tudo a ver com africanidade, aqui vão dicas de eventos no Museu Afro-Brasil - eu sempre digo que é um lugar que sempre vale a pena visitar, e com tempo!


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Floriano, Rogério, Caio e Mariô Rebouças (piano) Foto: Rose Tóffoli

Ontem, enfim, fui ver o amigo Rogério Santos cantar, e adorei. Ao lado do parceiro Floriano Villaça, e de músicos da melhor qualidade, ele interpretou sambas, choros e sambas de breque. Também cantou parcerias com Pituco, ex-integrante do Língua, que há muitos anos mora no Japão (como é boa a internet, eles nem se conhecem pessoalmente...). O local foi a escola Canto do Brasil, na Rua Madalena, 34 – V. Madalena. Toda quinta, no projeto Quintas Musicais, tem shows gratuitos ali, a partir das 20h30, em clima bem descontraído. Ontem, além de Rogério, apresentou-se Moisés Santana. Semana passada, por exemplo, foi a vez do violonista Chico Saraiva... Passe lá qualquer quinta dessas... Rogério e Moisés, aliás, estarão na homenagem aos 100 anos de Ataulfo Alves, neste fim de semana no Auditório Ibirapuera (sobre essa e outras dicas ainda válidas, leia posts abaixo).

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Boa época para pôr em dia a vida cultural

Quem fica em Sampa deve aproveitar este como o melhor período para pôr em dia todos os eventos que não pôde acompanhar ao longo do ano, e um bom exemplo são as exposições. Claro que não garanto nada vazio, muita gente fica na cidade, por mais que outros tantos viajem...

Com certeza tudo tem menos pressa e ainda dá para aproveitar os fins de tarde bem claros... Eu mesma ando bem atrasada em relação a isso, e indico duas às quais ainda não pude ir.



GRAFFITI FINE ART – ESTILOS

A arte urbana da exposição Graffiti Fine Ar – Estilos mostra ao público os traços dos artistas Gueto, Finok, BTS, Nem, Funto, Tikka, Markone, Shock, Boleta, Ciro e Ronah. A curadoria é do grafiteiro Binho Ribeiro. São trabalhos em tela, formando painéis de 1,5 m x 3 m, em diferentes estilos do grafite, como o figurativo, o abstrato e a caligrafia.

Onde: Museu Brasileiro da Escultura (Mube) – Avenida Europa, 218 – Telefone: (11) 2594-2601
Quando: de terça a domingo, das 10 às 19 horas – Até 10 de janeiro.
ENTRADA FRANCA

EXPOSIÇÃO SOBRE O PRIMEIRO EDITOR BRASILEIRO

O Museu Afro-Brasil tem um grande acervo permanente, e vale a pena chegar cedo para visitá-lo com mais tempo. A exposição itinerante atual é sobre Francisco de Paula Brito – 200 Anos do Primeiro Editor Brasileiro (1809-2009), que de aprendiz de tipografia tornou-se maior personalidade da história editorial do Brasil. A exposição revela a história do iniciador do movimento editorial brasileiro e sua contribuição valorosa no progresso da arte tipográfica.

Em plena sociedade escravista, Paula Brito (1809-1861) foi tipógrafo, litógrafo, editor, jornalista, tradutor, poeta, contista e teatrólogo. A mostra reúne obras que foram impressas, traduzidas e escritas pelo carioca, que foi também um dos primeiros contistas brasileiros.

A exposição conta com painéis, imagens das principais publicações e cenas do cotidiano do Rio de Janeiro no século XIX. Entre os livros, estão os 37 volumes da gigantesca Coleção Brasiliana, que pertencem à Biblioteca José e Guita Mindlin. Outras dez publicações são da coleção particular do diretor-curador do Museu Afro-Brasil, Emanoel Araujo, que também assina a curadoria da mostra.

A “Tipografia Fluminense de Brito & Cia.” passou a ser ponto de encontro de políticos e intelectuais como Machado de Assis. De sua tipografia saíram obras como “O Mulato” e o jornal “O Homem de Cor”; a primeira revista cultural de importância, a “Guanabara”; e o primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra o preconceito racial, o que lhe rendeu mais um título, o de precursor da imprensa negra.

Engajado na luta abolicionista, Paula Brito militava contra a escravidão e a favor da igualdade racial, antes mesmo de expoentes da causa como José do Patrocínio e Joaquim Nabuco terem nascido. Ele morreu 27 anos antes da Abolição da Escravatura no Brasil.

Realização: Museu Afro-Brasil e Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e apoio da Prefeitura de São Paulo.

Onde: Museu Afro-Brasil – Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 10 (estacionamento: Portão 3) – Telefones: (11) 5579-0593 / 8542 / 7716 / 6399
Quando: de terça a domingo – das 10 às 17 horas (permanência até às 18 horas)

Agendamento de visitas em grupo pelo e-mail agendamento@museuafrobrasil.com.br

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Quadrinhos, dança, shows, mais 35 horas de atividades na Livraria Cultura



QUADRINHOS NO METRÔ REPÚBLICA

O desenhista Laudo Ferreira Júnior produziu um novo trabalho para a Editora Europa, dentro da série “História do Brasil em Quadrinhos”, que contou com roteiro e pesquisa do Edson Rossatto e cores do ‘parceirinho’ 100% Omar. O tema dessa edição é a Proclamação da República. Esse material estará nas bancas até início de dezembro. E vem a calhar o local da prévia, o Metrô República. Mais detalhes aqui.

Quando: até 30 de novembro
Onde: Metrô República



GLÁUCIA NASSER EM DOIS SHOWS GRATUITOS

A cantora e compositora mineira Gláucia Nasser faz duas apresentações em São Paulo, neste fim de semana. Acompanhada por um time de novos músicos, apresenta o repertório de trabalhos próprios e de outros compositores.

Quando: sexta (27), às 20 horas.
Onde: Área de Convivência do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – (11) 3340-2000

Quando: domingo (29), às 17 horas
Onde: Atelier Hugo França – Rua Gomes de Carvalho, 585 – Vila Olímpia
Informações: (11) 9639-4161, com Carla

ENTRADA FRANCA

AS CANÇÕES DE DOLORES DURAN

Alaíde Costa, Claudette Soares e Claudia Telles – três grandes intérpretes da música popular brasileira – homenageiam Dolores Duran, cantora e compositora, nos 50 anos de sua morte. O show As Canções de Dolores Duran estreia na Caixa Cultural Sé, neste sábado. No repertório, O Negócio é amar, Ternura antiga e Fim de caso, em solos e duetos magistrais. Ao final, todas cantam A Noite do meu bem e Estrada do sol. Músicos acompanhantes: Marcello Lessa (violonista) e José Estebez (tecladista).

Quando: sábado (28) e domingo (29), às 19 horas.
Onde: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – (11) 3321-4400
ENTRADA FRANCA



35 HORAS DE CULTURA SEM PARAR

Na Livraria Cultura, 35 horas de debates, exposições, lançamentos de livros, palestras, filmes, shows... Veja mais aqui.

Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Quando: Sábado (28) e domingo (29).


Foto: Marcia Alves

ÚNICA APRESENTAÇÃO DE VILLA LUZ, NO MUSEU AFRO-BRASIL

O espetáculo de dança Villa Luz, dirigido pela bailarina e coreógrafa Susana Yamauchi, faz única apresentação, aberta ao público, contando com espectadores especiais – 60 jovens que participam do Projeto Corpo Digital, que visa à inclusão a partir do contato com novas mídias digitais e com a arte. A proposta é levar à cena a miscigenação da cultura brasileira, tendo como base a busca do compositor Villa-Lobos pelas origens da cultura brasileira. O elenco de Villa Luz é composto por 40 jovens, moradores de diversas regiões de alta vulnerabilidade juvenil na capital paulista.

Quando: sábado (28), às 15h30
Local: Auditório Ruth de Souza do Museu Afro Brasil – Portão 10 do Parque do Ibirapuera
ENTRADA FRANCA

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Para o feriadão, shows, mostras, teatro, livro e filmes...



Dia da Consciência Negra no Museu Afro-Brasil

Esta sexta, 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – tem programação especial comemorativa no Museu Afro-Brasil. Começa com shows, tem lançamentos de livros e exposições. Confira aqui a programação completa.

Quando: hoje (20), a partir das 17 horas (chegue antes, para ver as belas exposições permanentes)
Onde: Museu Afro-Brasil – Organização Social de Cultura – Avenida Pedro Álvares Cabral – Parque Ibirapuera
ENTRADA FRANCA

Mostra Teatro Brasil

Começou ontem e prossegue até o dia 25 a Mostra Cine Teatro Brasil. Veja a programação aqui.

Onde: Funarte – Alameda Nothmann, 1.058 – próximo à Estação Marechal do Metrô
Quanto: GRÁTIS!



Filmes inéditos e debate, na Semana do Filme Nacional da Cultural

Confira aqui a programação completa.



Onde: Reserva Cultural – Avenida Paulista, 900 – térreo baixo
Quanto: R$ 3 a R$ 6
Quando: de 20 a 28 de novembro

Aproveito para indicar livro sobre Caymmi

Em Caymmi sem Folclore, o autor André Domingues revela um Dorival Caymmi – compositor de 109 canções – que vai além das fronteiras da praia, da capoeira, do candomblé e do samba de roda. Quebrando esses mitos folclorizantes, emerge um personagem interessante, moderno, envolvido com o mundo do rádio, da imprensa, da intelectualidade, enfim, com a cultura urbana do seu tempo.

Para Domingues, “Caymmi recriou a Bahia com uma linguagem do rádio e do cinema”. O jovem pesquisador musical apresenta uma leitura que desvenda “um projeto coerente de cultura nacional em Caymmi”. Para ele, a ‘arte caymmiana’ não está no universo do folclore, dos pescadores e do candomblé, mas no mundo do rádio, do disco e do cinema.

Domingues acredita que “a Bahia de Caymmi é carioca, reflete o imaginário nacional” da primeira metade do século 20. No livro, que analisa o período de 1938 a 1959, o autor mostra as ligações feitas por um pensamento nacionalista entre a arte de compositores populares e uma identidade brasileira baseada em elementos folclóricos. Caymmi Sem Folclore, de André Domingues, tem 152 páginas e foi editado pela Barcarolla. Custa aproximadamente R$ 20.

Filmes para hoje:

Acabo de ver um filme que tinha gravado há tempos do Telecine Cult – Mandela – documentário sobre a vida do líder sul-africano produzido em 1996. Há mais tempo, vi outro mais novo, Mandela: Luta Pela Liberdade (2007), que narra, sob o ponto de vista de um agente penitenciário, a história de Mandela durante os 20 anos em que ele ficou preso. O ótimo ator Dennis Haysbert representa o líder, nesse bom filme, que o Telecine Premium vai reprisar no início de dezembro. Imagino que ambos estejam em DVD.

Ao contrário do Telecine, o Canal Brasil homenageia hoje o cinema que retrata o negro nas telas e na história. Às 22 horas, tem Sessão Interativa, que exibirá um entre três filmes colocados em votação e que ainda não foi divulgado. Eu votei no ótimo A Negação do Brasil, que mostra a discriminação dos atores negros na cena brasileira. Só lembro que também estava em votação Quilombo, de Cacá Diegues.

Bom feriadão!