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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Cisne Negro e teatro ao ar livre
Não costumo assistir ou indicar apresentações de dança. Nada contra, apenas uma questão de prioridades para outros tipos de eventos culturais. O Cisne Negro, porém, por seu trabalho sério e incisivo – além de belo – é um caso à parte. Ainda mais nesta estreia do espetáculo “Abacadá”, com arranjos musicais do grande pianista e compositor André Mehmari, que estará ao vivo ao piano, em conjunto com o clarinetista Luca Raele. No programa, ainda, as coreografias “Lamento do Cisne”, baseada na obra de Saint-Saens; “Sabiá”, do português Vasco Wellenkamp; e “Reflexo do Espelho”, do francês Patrick Delcroix.
Onde: Auditório Ibirapuera – portão 2 do Parque do Ibirapuera (de carro, entrada pelo portão 3).
Quando: sexta (20), sábado (21) e domingo (22), sempre às 19 horas.
Quanto: R$ 15 a R$ 30
Informações: (11) 3629-1075, ou na Ticketmaster.
É BOM COMPRAR COM ANTECEDÊNCIA!
TEATRO DE GRAÇA E AO AR LIVRE!
Sombras da Luz – espetáculo de rua do grupo IVO 60, ligado ao ótimo Lume, de Campinas – encerra temporada. Para compor as personagens da peça, o grupo colheu depoimentos de frequentadores do parque. A ideia é fazer uma reflexão sobre a busca humana por um caminho de dignidade em meio ao caos social. Histórias bonitas de quem já perdeu tudo, menos a sensibilidade. Gente que acredita que “a buniteza é compartilhar os fracassos”. Chegar, casar, ter filhos, morrer. A sabedoria na loucura, o riso na tragédia, a liberdade no fracasso. A peça itinerante partiu de estudos sobre as linguagens do bufão e do palhaço, foco do trabalho da diretora Silvia Leblon.
Quando: sábado (21) e domingo (22), às 16 horas
Onde: Parque da Luz (Avenida Tiradentes, ao lado da Pinacoteca, Estação da Luz do metrô)
Quanto: entrada franca
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domingo, 25 de outubro de 2009
Família Etzel, grande influência de lindos parques de SP
A família Etzel deixou a cidade de São Paulo mais verde. Jardins simbólicos, como os dos Parques do Ibirapuera, da Luz e da Água Branca, das Praças João Mendes e da República e da Avenida Paulista foram plantados e cuidados por Antônio Etzel (1858-1930) e seu primogênito, Arthur (1889-1971). Pai e filho arborizaram a capital paulista com jacarandás, fícus, paus-ferro...
Nascido no Tirol, região que na época, meados do século 19, era austríaca e hoje pertence à Itália, Antônio Etzel estudou agricultura e veio para o Brasil para trabalhar em Campinas. Em 1886, era jardineiro em uma propriedade de João Bierrenbach, tendo recebido o imperador d. Pedro II, que visitava oficinas de fundição de seu patrão. Ele foi o primeiro diretor do Departamento de Parques, Jardins e Cemitérios e chegou a morar em casas dentro dos parques Fernando Costa (Água Branca) e da Luz (de 1901, quando foi construído, até 1971).
Um pouco dessa história é mostrado na exposição Família Etzel: Construtores do Verde (São Paulo 1901-1971). São mais de 50 fotos do arquivo da família, além de objetos pessoais, 30 sementes de árvores e uma escultura do rosto de Arthur. Estará espalhada por seis salas da Casa do Administrador, no Parque da Luz.
A ex-bibliotecária Maria Antonieta Etzel, de 86 anos, neta do patriarca (na foto, ao lado do busto do avô), conta: “Resolvemos organizar a exposição para resgatar a memória desta família”.
Quando: de terça a domingo, das 10 às 17 horas
Quanto: entrada franca.
Onde: Parque da Luz – junto à Estação Luz do metrô. Dica: aproveite para visitar a Pinacoteca do Estado, que fica ao lado.
Confira matéria na íntegra e galeria de fotos.
Fonte: O Estado de São Paulo.
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