segunda-feira, 30 de novembro de 2009
50 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER
Povo adora fazer lista de filmes, livros, lugares – que você deveria ver antes de morrer. Dia desses, ganhei de um amigo o livro “1.001 Filmes para ver Antes de Morrer”, publicado pela Editora Sextante. Em leituras parciais concluí que devo ter visto uns 300 deles. E que não concordo com muitas das inclusões e das exclusões deles. Claro, gosto se discute, e a unanimidade é burra, não dizem? Mas isso fica para um outro post, que estou preparando.
Falei no assunto para abrir a seleção de clássicos preparada pelo Canal TCM (Canal 91 da Net). O TCM é um dos poucos canais que têm programação praticamente só de clássicos. Mais do que o Telecine Cult, que antigamente era Classic, e que mudou sua programação. Infelizmente, exibe muitos filmes dublados, mas enfim, está com uma boa seleção para a 3ª edição do especial 50 Filmes que você Deveria Assistir Antes de Morrer, que vai durar quase o mês todo de dezembro.
A divulgação do canal anuncia que, este ano, pela primeira vez, as obras-primas de Hollywood estarão lado a lado com produções consagradas do cinema mundial. A promessa é que o neorrealismo italiano, uma ópera rock britânica e até os samurais do mestre Akira Kurosawa se entendam muito bem com astros como Bogart, Capra, Eastwood e companhia.
Cinéfilos poderão testemunhar, por exemplo, Robert Donat escapando a todo vapor na primeira grande obra de Alfred Hitchcock, Os 39 Degraus (que nunca vi); pai e filho na Roma pós-guerra em uma busca impossível no emotivo Ladrões de Bicicleta, de Vittorio de Sica (vou rever); e o corrompido Ray Milland, em seu devastador e extremo retrato de um alcoólatra em Farrapo Humano (belíssimo e triste filme, que pretendo rever).
Serão sessões duplas diárias, a partir das 22 horas. Alguns passam sempre no próprio TCM, outros não tenho visto em nenhuma emissora, e muitas vezes não tem em DVD. E mais: confesso que a maioria dos filmes eu não conheço ou não vi, e que acho algumas escolhas de gosto duvidoso, como Corra que a Polícia vem Aí. Confira as atrações desta primeira semana:
Confira abaixo a programação para a primeira semana:
1º de dezembro – terça-feira
22h – A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985)
0h – Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire, 1951)
2 de dezembro – quarta-feira
22h – Hamlet (Hamlet, 1948)
0h – Drácula (Dracula, 1931)
3 de dezembro – quinta-feira
22h – Uma Aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944)
23h45 – Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973)
4 de dezembro – sexta-feira
22h – Mad Max (Mad Max, 1979)
23h40 – Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953)
5 de dezembro – sábado
22h – Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987)
0h05 – Gunga Din (Gunga Din, 1939)
6 de dezembro – domingo
22h – Corra Que a Polícia Vem Aí! (Naked Gun: From The Files of Police Squad, 1988)
23h30 – Alcatraz : Fuga Impossível (Escape from Alcatraz, 1979)
7 de dezembro – segunda-feira
22h – Os Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes, 1948)
0h – Círculo do Medo (Cape Fear, 1962)
Quando: 1º a 25 de dezembro, sempre a partir das 22 horas
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Para quem gosta de shows tarde da noite
Heitor Branquinho toca hoje, à meia-noite, “muito bem acompanhado”, como diz, pelo irmão Hugo Branquinho (voz), Ismael Tiso Jr. (voz e guitarra) e Clayton Prósperi (piano e voz).
“Vamos tentar transformar a esquina de SP em um esquina mineira”, afirma o cantor e compositor mineiro.
E o melhor: no repertório, só pérolas do Clube da Esquina!
Onde: Bar Brahma – Avenida São João com Ipiranga.
Quando: hoje, à meia-noite.
E no domingo (29), o quarteto tocará no Parque do Cordeiro (zona sul de São Paulo), às 15 horas, com transmissão ao vivo pela 100 Jabá Web Rádio.
“Vamos tentar transformar a esquina de SP em um esquina mineira”, afirma o cantor e compositor mineiro.
E o melhor: no repertório, só pérolas do Clube da Esquina!
Onde: Bar Brahma – Avenida São João com Ipiranga.
Quando: hoje, à meia-noite.
E no domingo (29), o quarteto tocará no Parque do Cordeiro (zona sul de São Paulo), às 15 horas, com transmissão ao vivo pela 100 Jabá Web Rádio.
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Heitor Branquinho
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Quadrinhos, dança, shows, mais 35 horas de atividades na Livraria Cultura
O desenhista Laudo Ferreira Júnior produziu um novo trabalho para a Editora Europa, dentro da série “História do Brasil em Quadrinhos”, que contou com roteiro e pesquisa do Edson Rossatto e cores do ‘parceirinho’ 100% Omar. O tema dessa edição é a Proclamação da República. Esse material estará nas bancas até início de dezembro. E vem a calhar o local da prévia, o Metrô República. Mais detalhes aqui.
Quando: até 30 de novembro
Onde: Metrô República
GLÁUCIA NASSER EM DOIS SHOWS GRATUITOS
A cantora e compositora mineira Gláucia Nasser faz duas apresentações em São Paulo, neste fim de semana. Acompanhada por um time de novos músicos, apresenta o repertório de trabalhos próprios e de outros compositores.
Quando: sexta (27), às 20 horas.
Onde: Área de Convivência do Sesc Ipiranga – Rua Bom Pastor, 822 – (11) 3340-2000
Quando: domingo (29), às 17 horas
Onde: Atelier Hugo França – Rua Gomes de Carvalho, 585 – Vila Olímpia
Informações: (11) 9639-4161, com Carla
ENTRADA FRANCA
AS CANÇÕES DE DOLORES DURAN
Alaíde Costa, Claudette Soares e Claudia Telles – três grandes intérpretes da música popular brasileira – homenageiam Dolores Duran, cantora e compositora, nos 50 anos de sua morte. O show As Canções de Dolores Duran estreia na Caixa Cultural Sé, neste sábado. No repertório, O Negócio é amar, Ternura antiga e Fim de caso, em solos e duetos magistrais. Ao final, todas cantam A Noite do meu bem e Estrada do sol. Músicos acompanhantes: Marcello Lessa (violonista) e José Estebez (tecladista).
Quando: sábado (28) e domingo (29), às 19 horas.
Onde: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Centro – (11) 3321-4400
ENTRADA FRANCA
35 HORAS DE CULTURA SEM PARAR
Na Livraria Cultura, 35 horas de debates, exposições, lançamentos de livros, palestras, filmes, shows... Veja mais aqui.
Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Quando: Sábado (28) e domingo (29).
Foto: Marcia Alves
ÚNICA APRESENTAÇÃO DE VILLA LUZ, NO MUSEU AFRO-BRASIL
O espetáculo de dança Villa Luz, dirigido pela bailarina e coreógrafa Susana Yamauchi, faz única apresentação, aberta ao público, contando com espectadores especiais – 60 jovens que participam do Projeto Corpo Digital, que visa à inclusão a partir do contato com novas mídias digitais e com a arte. A proposta é levar à cena a miscigenação da cultura brasileira, tendo como base a busca do compositor Villa-Lobos pelas origens da cultura brasileira. O elenco de Villa Luz é composto por 40 jovens, moradores de diversas regiões de alta vulnerabilidade juvenil na capital paulista.
Quando: sábado (28), às 15h30
Local: Auditório Ruth de Souza do Museu Afro Brasil – Portão 10 do Parque do Ibirapuera
ENTRADA FRANCA
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O Solista e A Gafieira
Ontem, enfim, quebrei um longo jejum de cinema. Sempre que posso, vejo filmes pelo menos em casa, mas ao cinema fazia “décadas” que não ia – justo eu, que há anos vejo pelo menos dois filmes por semana nas telonas. E valeu a pena, pelos dois – raramente vou ver apenas um.
Primeiro, O Solista, do qual pouco ouço falar. Dirigido pelo inglês Joe Wright - de Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito - merece mais, porque é o que chamo de pequeno grande filme, baseado em livro do jornalista Steve Lopez.
Steve (Robert Downey Jr., de quem sou grande fã) precisa de um bom tema para sua coluna no Los Angeles Times. À procura de personagens, encontra um músico de rua, Nataniel Ayers (Jamie Foxx, que fez Ray e outros bons papéis). Aos pés da estátua de Beethoven, pichada com o nome de Stevie Wonder, ele toca um violino de duas cordas. Quando Steve puxa assunto, Nataniel desanda a falar, e uma das poucas palavras que o jornalista consegue identificar é “Juilliard”. De volta à redação, descobre que ele se tornara esquizofrênico no meio dos estudos na famosa escola de música de NY, indo parar nas ruas do outro lado do país. Só volta a encontrá-lo num dos túneis da cidade, que atrai o músico provavelmente por seu barulho encobrir as vozes que o atormentam.
Achei um filme sensível, com doses de humor, que questiona o sistema de albergues públicos e os tratamentos convencionais de problemas mentais. Resta aguardar a volta de Downey Jr. – ele mesmo vítima de problemas com drogas e álcool e por vezes ausente das telas – em janeiro, no papel de Sherlock Holmes, outro personagem atormentado, que terá a companhia de Jude Law como Watson. Que dupla!
Minutos depois, vi Bastardos Inglórios, que haviam me elogiado muito. Realmente, um ótimo filme de Tarantino – nunca quis ver a série Kill Bill, porque odeio filmes de artes marciais – com relativamente pouca violência e que conta uma história com começo, meio e fim, em capítulos. Ele revive a época do nazismo na Europa, retratando uma suposta brigada antinazista norte-americana liderada pelo “caipira” Brad Pitt, que trama a morte de toda a cúpula da SS, incluindo Hitler. Embora longo, é um filme que não cansa e tem final bem imprevisível...
Gafieira São Paulo no Sesi
A Gafieira São Paulo, grupo liderado pela cantora Verônica Ferriani, com direção musical de Cahê Rolfsen e Conrado Goys, e direção artística de Pedro Altman, tem apresentação única no Teatro Popular do Sesi, com repertório essencialmente brasileiro, que revive a atmosfera das antigas gafieiras dos anos 60.
Quando: quarta-feira (25), às 20 horas.
Onde: Sesi – Avenida Paulista, 1.313
Quanto: R$ 5 a R$ 10 (apenas dois ingressos por pessoa)
Informações: Ticketmaster (11) 2846-6000.
Primeiro, O Solista, do qual pouco ouço falar. Dirigido pelo inglês Joe Wright - de Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito - merece mais, porque é o que chamo de pequeno grande filme, baseado em livro do jornalista Steve Lopez.
Steve (Robert Downey Jr., de quem sou grande fã) precisa de um bom tema para sua coluna no Los Angeles Times. À procura de personagens, encontra um músico de rua, Nataniel Ayers (Jamie Foxx, que fez Ray e outros bons papéis). Aos pés da estátua de Beethoven, pichada com o nome de Stevie Wonder, ele toca um violino de duas cordas. Quando Steve puxa assunto, Nataniel desanda a falar, e uma das poucas palavras que o jornalista consegue identificar é “Juilliard”. De volta à redação, descobre que ele se tornara esquizofrênico no meio dos estudos na famosa escola de música de NY, indo parar nas ruas do outro lado do país. Só volta a encontrá-lo num dos túneis da cidade, que atrai o músico provavelmente por seu barulho encobrir as vozes que o atormentam.
Achei um filme sensível, com doses de humor, que questiona o sistema de albergues públicos e os tratamentos convencionais de problemas mentais. Resta aguardar a volta de Downey Jr. – ele mesmo vítima de problemas com drogas e álcool e por vezes ausente das telas – em janeiro, no papel de Sherlock Holmes, outro personagem atormentado, que terá a companhia de Jude Law como Watson. Que dupla!
Minutos depois, vi Bastardos Inglórios, que haviam me elogiado muito. Realmente, um ótimo filme de Tarantino – nunca quis ver a série Kill Bill, porque odeio filmes de artes marciais – com relativamente pouca violência e que conta uma história com começo, meio e fim, em capítulos. Ele revive a época do nazismo na Europa, retratando uma suposta brigada antinazista norte-americana liderada pelo “caipira” Brad Pitt, que trama a morte de toda a cúpula da SS, incluindo Hitler. Embora longo, é um filme que não cansa e tem final bem imprevisível...
Gafieira São Paulo no Sesi
A Gafieira São Paulo, grupo liderado pela cantora Verônica Ferriani, com direção musical de Cahê Rolfsen e Conrado Goys, e direção artística de Pedro Altman, tem apresentação única no Teatro Popular do Sesi, com repertório essencialmente brasileiro, que revive a atmosfera das antigas gafieiras dos anos 60.
Quando: quarta-feira (25), às 20 horas.
Onde: Sesi – Avenida Paulista, 1.313
Quanto: R$ 5 a R$ 10 (apenas dois ingressos por pessoa)
Informações: Ticketmaster (11) 2846-6000.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Grandiosos, badalados e quetais...
Foto: Agência Reuters
Sting é destaque em festival na Chácara Jockey
Não sou de indicar grandes eventos, principalmente se forem muito badalados ou caros, porque eu mesma fujo deles. Mas como se trata de Sting – de quem sou fã desde o Police – não posso deixar de citar.
Ele é uma das atrações do festival Natura Nós About Us, que começa neste sábado e propõe o debate da relação entre o homem e a natureza. Ecologista de primeira leva, ele não poderia deixar de abraçar a causa – mesmo porque deve ter ganhado um belo cachê também...
O cantor e compositor e baixista inglês toca no segundo dia (domingo), que ainda contará com Jason Mraz, Lenine, Arnaldo Antunes, AfroReggae e Carlinhos Brown. “Vou tocar com minha banda músicas do Police e da carreira solo. Roxanne e Message in a Bottle estarão entre elas, certamente”, conta.
No repertório, nada de seu recém-lançado disco: “Não combina com um show aberto, para muitas pessoas. É um disco sobre o inverno, silencioso, e vocês estão no verão”, justifica. Portanto, deve agradar mesmo a quem o acompanha desde os anos 80.
Fã de Caetano, Gil e Villa-Lobos, Sting afirma que o Brasil é um País empolgante: “Filosofia, religião, problemas sociais, educação, meio ambiente, são muitas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo. Acho que a arte e a música brasileira refletem tudo isso”, declarou, por telefone.
Veja aqui a programação completa do festival.
Quanto: de R$ 120 a R$ 500.
Quando: domingo (22), às 20h30. Outras atrações a partir das 15 horas
Onde: Chácara do Jockey – Avenida Pirajuçara, s/nº (altura do 5.100 da Av. Francisco Morato). Telefone: 4003-1527.
Fonte: Estadão / JT
PIANO NA PRAÇA
O pianista Dom Salvador, que vive em Nova York, e Lobato Acarahyba, ambos marcados pela influência de ritmos afro-brasileiros, estrelam esta edição especial do projeto Piano na Praça, voltada ao Dia da Consciência Negra.
Onde: Praça Dom José Gaspar, centro da cidade.
Quando: sábado (21), às 15 horas.
DE GRAÇA!
SÃO ISMAEL DO SAMBA
O Dia da Consciência Negra continua sendo comemorado no fim de semana.
Ismael Silva (1905-1978), um dos maiores sambistas dos anos 1930 e 40, é homenageado neste fim de semana no Sesc. Figura marcante no cenário da boêmia e na fundação da Estácio de Sá, Ismael é autor de grandes sambas, como Se você jurar, Antonico, Contrastes, Nem é bom falar, entre outros.
Participam do show: Jards Macalé, que gravou Contrastes em 1977; Cristina Buarque, pesquisadora do samba que conviveu com Ismael e Barão do Pandeiro, que recebeu muitas de suas composições, além de Ná Ozzetti, que interpreta releituras de clássicos do autor.
Onde: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – (11) 3095-9400
Quando: Sábado (21), às 21 horas; domingo (22), às 18 horas.
Quanto: R$ 5 a R$ 20
Para o feriadão, shows, mostras, teatro, livro e filmes...
Dia da Consciência Negra no Museu Afro-Brasil
Esta sexta, 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – tem programação especial comemorativa no Museu Afro-Brasil. Começa com shows, tem lançamentos de livros e exposições. Confira aqui a programação completa.
Quando: hoje (20), a partir das 17 horas (chegue antes, para ver as belas exposições permanentes)
Onde: Museu Afro-Brasil – Organização Social de Cultura – Avenida Pedro Álvares Cabral – Parque Ibirapuera
ENTRADA FRANCA
Mostra Teatro Brasil
Começou ontem e prossegue até o dia 25 a Mostra Cine Teatro Brasil. Veja a programação aqui.
Onde: Funarte – Alameda Nothmann, 1.058 – próximo à Estação Marechal do Metrô
Quanto: GRÁTIS!
Filmes inéditos e debate, na Semana do Filme Nacional da Cultural
Confira aqui a programação completa.
Onde: Reserva Cultural – Avenida Paulista, 900 – térreo baixo
Quanto: R$ 3 a R$ 6
Quando: de 20 a 28 de novembro
Aproveito para indicar livro sobre Caymmi
Em Caymmi sem Folclore, o autor André Domingues revela um Dorival Caymmi – compositor de 109 canções – que vai além das fronteiras da praia, da capoeira, do candomblé e do samba de roda. Quebrando esses mitos folclorizantes, emerge um personagem interessante, moderno, envolvido com o mundo do rádio, da imprensa, da intelectualidade, enfim, com a cultura urbana do seu tempo.
Para Domingues, “Caymmi recriou a Bahia com uma linguagem do rádio e do cinema”. O jovem pesquisador musical apresenta uma leitura que desvenda “um projeto coerente de cultura nacional em Caymmi”. Para ele, a ‘arte caymmiana’ não está no universo do folclore, dos pescadores e do candomblé, mas no mundo do rádio, do disco e do cinema.
Domingues acredita que “a Bahia de Caymmi é carioca, reflete o imaginário nacional” da primeira metade do século 20. No livro, que analisa o período de 1938 a 1959, o autor mostra as ligações feitas por um pensamento nacionalista entre a arte de compositores populares e uma identidade brasileira baseada em elementos folclóricos. Caymmi Sem Folclore, de André Domingues, tem 152 páginas e foi editado pela Barcarolla. Custa aproximadamente R$ 20.
Filmes para hoje:
Acabo de ver um filme que tinha gravado há tempos do Telecine Cult – Mandela – documentário sobre a vida do líder sul-africano produzido em 1996. Há mais tempo, vi outro mais novo, Mandela: Luta Pela Liberdade (2007), que narra, sob o ponto de vista de um agente penitenciário, a história de Mandela durante os 20 anos em que ele ficou preso. O ótimo ator Dennis Haysbert representa o líder, nesse bom filme, que o Telecine Premium vai reprisar no início de dezembro. Imagino que ambos estejam em DVD.
Ao contrário do Telecine, o Canal Brasil homenageia hoje o cinema que retrata o negro nas telas e na história. Às 22 horas, tem Sessão Interativa, que exibirá um entre três filmes colocados em votação e que ainda não foi divulgado. Eu votei no ótimo A Negação do Brasil, que mostra a discriminação dos atores negros na cena brasileira. Só lembro que também estava em votação Quilombo, de Cacá Diegues.
Bom feriadão!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Língua de Trapo e Premê fazem público do Sesc vibrar...
Que delícia ver Língua de Trapo e Premê, juntos, num palco “um pouco” maior que o do Lira Paulistana, relembrando os bons tempos daquele pequeno palco num porão, que agitava noites e fins de semana de gente ávida por novidades e alegria!
Emocionante ver várias gerações – literalmente, de bebês a pessoas idosas – conhecendo, curtindo e relembrando um pouco da efervescência da época (quando, aliás, Premê era Premiditando o Breque e Mário Manga era Biafra).
Eu, que vi e acompanhei o nascimento do Língua na Cásper Líbero, e alguns eventos promovidos pelo Lira, no porão e na praça Benedito Calixto, vibrei de montão!
Como diria Paulinho da Viola, “meu tempo é hoje...”, e como refazer ou voltar ao tempo é impossível, relembrar não faz mal a ninguém!
No segundo show do projeto Lira dos 30 Anos, do Sesc Consolação, o Língua de Trapo abriu a cena com um grande sucesso do Premê: São Paulo, São Paulo. E depois desfilou muitos de seus sucessos: Burrice Precoce, Fado da Falência, Xote Bandeiroso, O Cookie do Meu Bem, O Homem da Minha Vida, Cagar é bom (com a dupla João e Gilberto)...
Depois da mudança de instrumentos, entrou um Premê afiadíssimo e jovial, que, além de apresentar Brigando na Lua, Pinga com Limão, Fim de Semana e Marcha da Kombi (que as duas bandas cantaram juntas, ao final), fez sua versão de Conchetta, com participação do Laert Sarrumor... E ainda contou com a participação especialíssima do jovem Danilo Morais, filho do Wandi.
Tem mais Lira 30 Anos até dia 9 de dezembro, no Sesc Consolação: Mautner, Ná Ozzetti, Tetê Espíndola, Virgínia Rosa, Alzira E., Passoca, Arrigo, Clemente... Confira a programação.
Veja o trailer do curta de Riba de Castro – um dos sócios do Lira. Outro trecho, recheado com muitos depoimentos, é exibido antes de cada show.
Atendendo a pedidos, aqui vai o link do video Mais Inteligente,
em que dei uma de atriz para os amigos do Língua de Trapo.
O filme de humor negro, feito em Super 8,
antecipou em pelo menos duas décadas as campanhas antifumo que tomaram conta do mundo...
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