sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grandiosos, badalados e quetais...


Foto: Agência Reuters

Sting é destaque em festival na Chácara Jockey

Não sou de indicar grandes eventos, principalmente se forem muito badalados ou caros, porque eu mesma fujo deles. Mas como se trata de Sting – de quem sou fã desde o Police – não posso deixar de citar.

Ele é uma das atrações do festival Natura Nós About Us, que começa neste sábado e propõe o debate da relação entre o homem e a natureza. Ecologista de primeira leva, ele não poderia deixar de abraçar a causa – mesmo porque deve ter ganhado um belo cachê também...

O cantor e compositor e baixista inglês toca no segundo dia (domingo), que ainda contará com Jason Mraz, Lenine, Arnaldo Antunes, AfroReggae e Carlinhos Brown. “Vou tocar com minha banda músicas do Police e da carreira solo. Roxanne e Message in a Bottle estarão entre elas, certamente”, conta.

No repertório, nada de seu recém-lançado disco: “Não combina com um show aberto, para muitas pessoas. É um disco sobre o inverno, silencioso, e vocês estão no verão”, justifica. Portanto, deve agradar mesmo a quem o acompanha desde os anos 80.

Fã de Caetano, Gil e Villa-Lobos, Sting afirma que o Brasil é um País empolgante: “Filosofia, religião, problemas sociais, educação, meio ambiente, são muitas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo. Acho que a arte e a música brasileira refletem tudo isso”, declarou, por telefone.

Veja aqui a programação completa do festival.

Quanto: de R$ 120 a R$ 500.
Quando: domingo (22), às 20h30. Outras atrações a partir das 15 horas
Onde: Chácara do Jockey – Avenida Pirajuçara, s/nº (altura do 5.100 da Av. Francisco Morato). Telefone: 4003-1527.

Fonte: Estadão / JT

PIANO NA PRAÇA

O pianista Dom Salvador, que vive em Nova York, e Lobato Acarahyba, ambos marcados pela influência de ritmos afro-brasileiros, estrelam esta edição especial do projeto Piano na Praça, voltada ao Dia da Consciência Negra.

Onde: Praça Dom José Gaspar, centro da cidade.
Quando: sábado (21), às 15 horas.
DE GRAÇA!
 


SÃO ISMAEL DO SAMBA


O Dia da Consciência Negra continua sendo comemorado no fim de semana.

Ismael Silva (1905-1978), um dos maiores sambistas dos anos 1930 e 40, é homenageado neste fim de semana no Sesc. Figura marcante no cenário da boêmia e na fundação da Estácio de Sá, Ismael é autor de grandes sambas, como Se você jurar, Antonico, Contrastes, Nem é bom falar, entre outros.

Participam do show: Jards Macalé, que gravou Contrastes em 1977; Cristina Buarque, pesquisadora do samba que conviveu com Ismael e Barão do Pandeiro, que recebeu muitas de suas composições, além de Ná Ozzetti, que interpreta releituras de clássicos do autor.

Onde: Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – (11) 3095-9400
Quando: Sábado (21), às 21 horas; domingo (22), às 18 horas.
Quanto: R$ 5 a R$ 20

Para o feriadão, shows, mostras, teatro, livro e filmes...



Dia da Consciência Negra no Museu Afro-Brasil

Esta sexta, 20 de novembro – Dia da Consciência Negra – tem programação especial comemorativa no Museu Afro-Brasil. Começa com shows, tem lançamentos de livros e exposições. Confira aqui a programação completa.

Quando: hoje (20), a partir das 17 horas (chegue antes, para ver as belas exposições permanentes)
Onde: Museu Afro-Brasil – Organização Social de Cultura – Avenida Pedro Álvares Cabral – Parque Ibirapuera
ENTRADA FRANCA

Mostra Teatro Brasil

Começou ontem e prossegue até o dia 25 a Mostra Cine Teatro Brasil. Veja a programação aqui.

Onde: Funarte – Alameda Nothmann, 1.058 – próximo à Estação Marechal do Metrô
Quanto: GRÁTIS!



Filmes inéditos e debate, na Semana do Filme Nacional da Cultural

Confira aqui a programação completa.



Onde: Reserva Cultural – Avenida Paulista, 900 – térreo baixo
Quanto: R$ 3 a R$ 6
Quando: de 20 a 28 de novembro

Aproveito para indicar livro sobre Caymmi

Em Caymmi sem Folclore, o autor André Domingues revela um Dorival Caymmi – compositor de 109 canções – que vai além das fronteiras da praia, da capoeira, do candomblé e do samba de roda. Quebrando esses mitos folclorizantes, emerge um personagem interessante, moderno, envolvido com o mundo do rádio, da imprensa, da intelectualidade, enfim, com a cultura urbana do seu tempo.

Para Domingues, “Caymmi recriou a Bahia com uma linguagem do rádio e do cinema”. O jovem pesquisador musical apresenta uma leitura que desvenda “um projeto coerente de cultura nacional em Caymmi”. Para ele, a ‘arte caymmiana’ não está no universo do folclore, dos pescadores e do candomblé, mas no mundo do rádio, do disco e do cinema.

Domingues acredita que “a Bahia de Caymmi é carioca, reflete o imaginário nacional” da primeira metade do século 20. No livro, que analisa o período de 1938 a 1959, o autor mostra as ligações feitas por um pensamento nacionalista entre a arte de compositores populares e uma identidade brasileira baseada em elementos folclóricos. Caymmi Sem Folclore, de André Domingues, tem 152 páginas e foi editado pela Barcarolla. Custa aproximadamente R$ 20.

Filmes para hoje:

Acabo de ver um filme que tinha gravado há tempos do Telecine Cult – Mandela – documentário sobre a vida do líder sul-africano produzido em 1996. Há mais tempo, vi outro mais novo, Mandela: Luta Pela Liberdade (2007), que narra, sob o ponto de vista de um agente penitenciário, a história de Mandela durante os 20 anos em que ele ficou preso. O ótimo ator Dennis Haysbert representa o líder, nesse bom filme, que o Telecine Premium vai reprisar no início de dezembro. Imagino que ambos estejam em DVD.

Ao contrário do Telecine, o Canal Brasil homenageia hoje o cinema que retrata o negro nas telas e na história. Às 22 horas, tem Sessão Interativa, que exibirá um entre três filmes colocados em votação e que ainda não foi divulgado. Eu votei no ótimo A Negação do Brasil, que mostra a discriminação dos atores negros na cena brasileira. Só lembro que também estava em votação Quilombo, de Cacá Diegues.

Bom feriadão!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Língua de Trapo e Premê fazem público do Sesc vibrar...



Que delícia ver Língua de Trapo e Premê, juntos, num palco “um pouco” maior que o do Lira Paulistana, relembrando os bons tempos daquele pequeno palco num porão, que agitava noites e fins de semana de gente ávida por novidades e alegria!

Emocionante ver várias gerações – literalmente, de bebês a pessoas idosas – conhecendo, curtindo e relembrando um pouco da efervescência da época (quando, aliás, Premê era Premiditando o Breque e Mário Manga era Biafra).

Eu, que vi e acompanhei o nascimento do Língua na Cásper Líbero, e alguns eventos promovidos pelo Lira, no porão e na praça Benedito Calixto, vibrei de montão!

Como diria Paulinho da Viola, “meu tempo é hoje...”, e como refazer ou voltar ao tempo é impossível, relembrar não faz mal a ninguém! 



No segundo show do projeto Lira dos 30 Anos, do Sesc Consolação, o Língua de Trapo abriu a cena com um grande sucesso do Premê: São Paulo, São Paulo. E depois desfilou muitos de seus sucessos: Burrice Precoce, Fado da Falência, Xote Bandeiroso, O Cookie do Meu Bem, O Homem da Minha Vida, Cagar é bom (com a dupla João e Gilberto)...



Depois da mudança de instrumentos, entrou um Premê afiadíssimo e jovial, que, além de apresentar Brigando na Lua, Pinga com Limão, Fim de Semana e Marcha da Kombi (que as duas bandas cantaram juntas, ao final), fez sua versão de Conchetta, com participação do Laert Sarrumor... E ainda contou com a participação especialíssima do jovem Danilo Morais, filho do Wandi.



Tem mais Lira 30 Anos até dia 9 de dezembro, no Sesc Consolação: Mautner, Ná Ozzetti, Tetê Espíndola, Virgínia Rosa, Alzira E., Passoca, Arrigo, Clemente... Confira a programação.

Veja o trailer do curta de Riba de Castro – um dos sócios do Lira. Outro trecho, recheado com muitos depoimentos, é exibido antes de cada show.



Atendendo a pedidos, aqui vai o link do video Mais Inteligente,
em que dei uma de atriz para os amigos do Língua de Trapo.
 O filme de humor negro, feito em Super 8,
antecipou em pelo menos duas décadas as campanhas antifumo que tomaram conta do mundo...
Confira aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cisne Negro e teatro ao ar livre



Não costumo assistir ou indicar apresentações de dança. Nada contra, apenas uma questão de prioridades para outros tipos de eventos culturais. O Cisne Negro, porém, por seu trabalho sério e incisivo – além de belo – é um caso à parte. Ainda mais nesta estreia do espetáculo “Abacadá”, com arranjos musicais do grande pianista e compositor André Mehmari, que estará ao vivo ao piano, em conjunto com o clarinetista Luca Raele. No programa, ainda, as coreografias “Lamento do Cisne”, baseada na obra de Saint-Saens; “Sabiá”, do português Vasco Wellenkamp; e “Reflexo do Espelho”, do francês Patrick Delcroix.

Onde: Auditório Ibirapuera – portão 2 do Parque do Ibirapuera (de carro, entrada pelo portão 3).
Quando: sexta (20), sábado (21) e domingo (22), sempre às 19 horas.
Quanto: R$ 15 a R$ 30
Informações: (11) 3629-1075, ou na Ticketmaster.
É BOM COMPRAR COM ANTECEDÊNCIA!



TEATRO DE GRAÇA E AO AR LIVRE!

Sombras da Luz – espetáculo de rua do grupo IVO 60, ligado ao ótimo Lume, de Campinas – encerra temporada. Para compor as personagens da peça, o grupo colheu depoimentos de frequentadores do parque. A ideia é fazer uma reflexão sobre a busca humana por um caminho de dignidade em meio ao caos social. Histórias bonitas de quem já perdeu tudo, menos a sensibilidade. Gente que acredita que “a buniteza é compartilhar os fracassos”. Chegar, casar, ter filhos, morrer. A sabedoria na loucura, o riso na tragédia, a liberdade no fracasso. A peça itinerante partiu de estudos sobre as linguagens do bufão e do palhaço, foco do trabalho da diretora Silvia Leblon.

Quando: sábado (21) e domingo (22), às 16 horas
Onde: Parque da Luz (Avenida Tiradentes, ao lado da Pinacoteca, Estação da Luz do metrô)
Quanto: entrada franca

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Música contemporânea e mais sobre o projeto Lira dos 30 anos


Todas as terças-feiras de novembro a CPFL Cultura, em parceria com a Sociedade de Cultura Artística de São Paulo, promove o projeto Música no Século 21, que se dedica ao tema “entre o erudito e o popular”, voltado à musica contemporânea. A série Diálogos tem a curadoria do jornalista e crítico musical João Marcos Coelho.

Datas e artistas:

Hoje (17) – Saxofonia – Quarteto de saxofones criado em 1990, durante o Festival de Inverno de Campos do Jordão, e que conquistou prêmios em concursos de música de câmara, além de participar de duas edições do Encontro Internacional de Saxofonistas, realizado pelo Conservatório de Tatuí.

Dia 24 – Paulo Guimarães Álvares, pianista brasileiro radicado há décadas em Colônia, na Alemanha, fará, pela primeira vez no Brasil, a integral da obra para piano do compositor argentino Mauricio Kagel, morto há um ano. Paulo trabalhou com o compositor em Colônia, e gravou essas obras há alguns anos. Kagel é praticamente o inventor do teatro musical no século 20. Sua música processa e reprocessa as músicas do passado, num diálogo incendiário e provocativo.

Onde: Teatro Cultura Artística – Itaim – Av. Juscelino Kubitschek, 1.830
Quando: 20h30 (sempre às terças-feiras)
Entrada franca: lotação por ordem de chegada (200 lugares).

Para mais informações, clique aqui

MAIS SOBRE LIRA DOS 30 ANOS

Foto: Clayton de Souza / AE

Integrantes das bandas Língua de Trapo (com Laert Sarrumor em pé na extrema esquerda), Isca de Polícia e Premê, as cantoras Alzira e Tetê Espíndola, o compositor e instrumentista Arrigo Barnabé, a baixista Sandra Coutinho, das Mercenárias, e Riba de Castro (penúltimo agachado à direita), um dos sócios do Lira Paulistana, na frente do prédio onde funcionou o teatro na Rua Teodoro Sampaio. 
 
Saiu hoje uma matéria no Estadão sobre o evento (foto e legenda acima). Leia os três primeiros títulos deste link.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lira dos 30 anos começa nesta terça, 17 de novembro



Corra, tem poucos ingressos para os primeiros dias!

Show hoje de Edu Negrão e irmãos Vergueiro no Sesi



A boa música instrumental de Edu Negrão, hoje no Tom Jazz


“Música para quem não é músico” é a proposta do guitarrista paulistano Edu Negrão, que lança hoje seu terceiro álbum, Verdenovo. Para ele, um dos fatores que limitam o interesse do grande público por música instrumental é o excesso de virtuosismo por parte dos músicos, daí o slogan que adota. “Tem coisas de jazz, com 10 minutos de solo, que são um porre, e minha ideia é contagiar o público que não é músico”, diz.

Para isso, Negrão abre mão de muitos improvisos para privilegiar os temas, definindo sua música como “eletroacústica contemporânea”. Seu CD fecha uma trilogia estética e temática, em que “as composições são como canções instrumentais, porque são melodias cantáveis”.

O CD Verdenovo, produzido por Yuri Popoff, como os anteriores, traz 12 músicas de ritmos diversos, frutos de suas influências europeias e brasileiras, em especial de Toninho Horta. Só tem fera acompanhando o guitarrista: Benjamim Taubkin (piano), João Parayba (percussão), Nenê (bateria), Toninho Ferragutti (acordeon) e outros do mesmo naipe.

Quando: Hoje, às 22 horas.
Onde: Tom Jazz – Avenida Angélica, 2.331 - Higienópolis – Telefones: (11) 3255-0084 / 3635.
Quanto: R$ 20.

Veja um pouco de Edu Negrão, ao vivo em 2007, no Sesc Consolação:



Fontes: Estadão, iG e Youtube


Foto: Divulgação do show no Rio
GUILHERME E CARLINHOS VERGUEIRO

Carlinhos Vergueiro, um dos nomes mais respeitados da MPB, e seu irmão Guilherme Vergueiro, pianista, compositor e maestro, reúnem-se no espetáculo Mano a Mano. Além de músicas inéditas de Carlinhos, o repertório traz novos arranjos para algumas composições gravadas em CDs e uma belíssima regravação de “Feitio de Oração”, de Vadico e Noel Rosa.

Onde: Centro Cultural Sesi – Avenida Paulista, 1.313
Quando: quarta (18/11), às 20 horas
Quanto: R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada).
Vendas (dois ingressos por pessoa): na bilheteria do teatro ou pela Ticketmaster. Telefone: (11) 2846-6000.