quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Elas cantam Paulinho da Viola
Paulinho da Viola é tudo de bom! Começar o ano ouvindo suas músicas na voz de grandes cantoras, então, nem se fala!
Aqui vai minha dica para abrir o ano com o belo repertório do CD Elas Cantam Paulinho da Viola, que está sendo lançado pelo selo Lua Music. Veja mais sobre o disco no blog Acordes, de Toninho Spessoto.
As apresentações deste fim de semana, no Sesc Vila Mariana, trazem as cantoras Fabiana Cozza, Cida Moreira, Alaíde Costa e Milena, acompanhadas de sexteto formado por piano, contrabaixo, bateria, violão, percussão, cavaquinho/bandolim.
Onde: Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - perto da Estação Ana Rosa do metrô - Telefone: (11) 5080-3000)
Quando: sábado (2) às 21 horas; e domingo (3), às 18 horas.
Quanto: R$ 7,50 a R$ 30.
Aproveito para dar a dica em cima da hora: hoje, 22 horas, na TV Cultura, tem especial FABIANA COZZA!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Boa época para pôr em dia a vida cultural
Quem fica em Sampa deve aproveitar este como o melhor período para pôr em dia todos os eventos que não pôde acompanhar ao longo do ano, e um bom exemplo são as exposições. Claro que não garanto nada vazio, muita gente fica na cidade, por mais que outros tantos viajem...
Com certeza tudo tem menos pressa e ainda dá para aproveitar os fins de tarde bem claros... Eu mesma ando bem atrasada em relação a isso, e indico duas às quais ainda não pude ir.
GRAFFITI FINE ART – ESTILOS
A arte urbana da exposição Graffiti Fine Ar – Estilos mostra ao público os traços dos artistas Gueto, Finok, BTS, Nem, Funto, Tikka, Markone, Shock, Boleta, Ciro e Ronah. A curadoria é do grafiteiro Binho Ribeiro. São trabalhos em tela, formando painéis de 1,5 m x 3 m, em diferentes estilos do grafite, como o figurativo, o abstrato e a caligrafia.
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (Mube) – Avenida Europa, 218 – Telefone: (11) 2594-2601
Quando: de terça a domingo, das 10 às 19 horas – Até 10 de janeiro.
ENTRADA FRANCA
EXPOSIÇÃO SOBRE O PRIMEIRO EDITOR BRASILEIRO
O Museu Afro-Brasil tem um grande acervo permanente, e vale a pena chegar cedo para visitá-lo com mais tempo. A exposição itinerante atual é sobre Francisco de Paula Brito – 200 Anos do Primeiro Editor Brasileiro (1809-2009), que de aprendiz de tipografia tornou-se maior personalidade da história editorial do Brasil. A exposição revela a história do iniciador do movimento editorial brasileiro e sua contribuição valorosa no progresso da arte tipográfica.
Em plena sociedade escravista, Paula Brito (1809-1861) foi tipógrafo, litógrafo, editor, jornalista, tradutor, poeta, contista e teatrólogo. A mostra reúne obras que foram impressas, traduzidas e escritas pelo carioca, que foi também um dos primeiros contistas brasileiros.
A exposição conta com painéis, imagens das principais publicações e cenas do cotidiano do Rio de Janeiro no século XIX. Entre os livros, estão os 37 volumes da gigantesca Coleção Brasiliana, que pertencem à Biblioteca José e Guita Mindlin. Outras dez publicações são da coleção particular do diretor-curador do Museu Afro-Brasil, Emanoel Araujo, que também assina a curadoria da mostra.
A “Tipografia Fluminense de Brito & Cia.” passou a ser ponto de encontro de políticos e intelectuais como Machado de Assis. De sua tipografia saíram obras como “O Mulato” e o jornal “O Homem de Cor”; a primeira revista cultural de importância, a “Guanabara”; e o primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra o preconceito racial, o que lhe rendeu mais um título, o de precursor da imprensa negra.
Engajado na luta abolicionista, Paula Brito militava contra a escravidão e a favor da igualdade racial, antes mesmo de expoentes da causa como José do Patrocínio e Joaquim Nabuco terem nascido. Ele morreu 27 anos antes da Abolição da Escravatura no Brasil.
Realização: Museu Afro-Brasil e Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e apoio da Prefeitura de São Paulo.
Onde: Museu Afro-Brasil – Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 10 (estacionamento: Portão 3) – Telefones: (11) 5579-0593 / 8542 / 7716 / 6399
Quando: de terça a domingo – das 10 às 17 horas (permanência até às 18 horas)
Agendamento de visitas em grupo pelo e-mail agendamento@museuafrobrasil.com.br
Com certeza tudo tem menos pressa e ainda dá para aproveitar os fins de tarde bem claros... Eu mesma ando bem atrasada em relação a isso, e indico duas às quais ainda não pude ir.
GRAFFITI FINE ART – ESTILOS
A arte urbana da exposição Graffiti Fine Ar – Estilos mostra ao público os traços dos artistas Gueto, Finok, BTS, Nem, Funto, Tikka, Markone, Shock, Boleta, Ciro e Ronah. A curadoria é do grafiteiro Binho Ribeiro. São trabalhos em tela, formando painéis de 1,5 m x 3 m, em diferentes estilos do grafite, como o figurativo, o abstrato e a caligrafia.
Onde: Museu Brasileiro da Escultura (Mube) – Avenida Europa, 218 – Telefone: (11) 2594-2601
Quando: de terça a domingo, das 10 às 19 horas – Até 10 de janeiro.
ENTRADA FRANCA
EXPOSIÇÃO SOBRE O PRIMEIRO EDITOR BRASILEIRO
O Museu Afro-Brasil tem um grande acervo permanente, e vale a pena chegar cedo para visitá-lo com mais tempo. A exposição itinerante atual é sobre Francisco de Paula Brito – 200 Anos do Primeiro Editor Brasileiro (1809-2009), que de aprendiz de tipografia tornou-se maior personalidade da história editorial do Brasil. A exposição revela a história do iniciador do movimento editorial brasileiro e sua contribuição valorosa no progresso da arte tipográfica.
Em plena sociedade escravista, Paula Brito (1809-1861) foi tipógrafo, litógrafo, editor, jornalista, tradutor, poeta, contista e teatrólogo. A mostra reúne obras que foram impressas, traduzidas e escritas pelo carioca, que foi também um dos primeiros contistas brasileiros.
A exposição conta com painéis, imagens das principais publicações e cenas do cotidiano do Rio de Janeiro no século XIX. Entre os livros, estão os 37 volumes da gigantesca Coleção Brasiliana, que pertencem à Biblioteca José e Guita Mindlin. Outras dez publicações são da coleção particular do diretor-curador do Museu Afro-Brasil, Emanoel Araujo, que também assina a curadoria da mostra.
A “Tipografia Fluminense de Brito & Cia.” passou a ser ponto de encontro de políticos e intelectuais como Machado de Assis. De sua tipografia saíram obras como “O Mulato” e o jornal “O Homem de Cor”; a primeira revista cultural de importância, a “Guanabara”; e o primeiro jornal brasileiro dedicado à luta contra o preconceito racial, o que lhe rendeu mais um título, o de precursor da imprensa negra.
Engajado na luta abolicionista, Paula Brito militava contra a escravidão e a favor da igualdade racial, antes mesmo de expoentes da causa como José do Patrocínio e Joaquim Nabuco terem nascido. Ele morreu 27 anos antes da Abolição da Escravatura no Brasil.
Realização: Museu Afro-Brasil e Governo do Estado de São Paulo, com patrocínio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e apoio da Prefeitura de São Paulo.
Onde: Museu Afro-Brasil – Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega – Parque do Ibirapuera, portão 10 (estacionamento: Portão 3) – Telefones: (11) 5579-0593 / 8542 / 7716 / 6399
Quando: de terça a domingo – das 10 às 17 horas (permanência até às 18 horas)
Agendamento de visitas em grupo pelo e-mail agendamento@museuafrobrasil.com.br
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Beatles – tudo a ver também com o Natal
Escolhi a beleza eterna da música dos Beatles para este post especial de Natal. No dia 13 de dezembro, fui assistir à apresentação final do 2º Festival Internacional de Violão, em homenagem ao violonista, compositor e maestro cubano Leo Brouwer, realizado em conjunto pelo Departamento de Música da ECA/USP, Sesc SP e Instituto Cervantes.
Num domingo festivo no Sesc Pinheiros, o próprio Brouwer regeu a Orquestra de Câmara da USP (Ocam), em apresentação que teve participação especial do violonista argentino Victor Pellegrini. Foi um animado encontro entre os jovens músicos da orquestra e dois músicos experientes e internacionalmente reconhecidos, que ao final brindaram a plateia com um lindo arranjo – criado por Brouwer – para músicas dos Beatles: From Yesterday to Penny Lane.
Soube, a partir de pesquisas, que Brouwer recebeu em Havana, em julho, o Prêmio Nacional de Cinema 2009, em cerimônia efetuada na sala Charles Chaplin. E que ele é autor de uma centena de trilhas, entre as quais a do lindo filme mexicano Como Água para Chocolate (1991).
Regendo a orquestra, o septuagenário Brouwer parecia um adolescente, pulando e vibrando. E que bonito ver aqueles jovens curtindo músicas de pelo menos 20 anos antes de nascerem!
E não é que Beatles combinam com tudo e nunca saem de moda? No Youtube, há muitas preciosidades em arranjos para suas canções. São muitas opções para seus fãs se deliciarem. Há até uma curiosidade, She’s leaving home, em gravação acústica de Roupa Nova, com orquestra de cordas. Não sou particularmente fã do grupo, mas a gravação feita em Londres está bem bonita, apreciem:
Destaco mais algumas pérolas – em arranjos que nem de longe lembram algumas das interpretações rebuscadas ou bregas de orquestras que conhecemos:
* Penny Lane, em arranjo de Leo Brouwer para violão – executado pelo também cubano Rafael Padron – e a orquestra de cordas Camerata Latino-Americana:
* Eleanor Rigby:
* Yesterday não poderia faltar:
* She’s leaving home:
Brasileiros também amam Beatles. Os integrantes do Clube da Esquina sempre fizeram questão de ressaltar, nas harmonias e nas letras, sua paixão pelo quarteto. Zé Ramalho, Rita Lee e Lulu Santos – só para citar alguns – também já declararam seu amor ao quarteto. Em setembro, os violonistas Fernando Melo e Luiz Bueno, do Duofel, ao completar 20 anos de carreira fonográfica, lançaram, pela Fine Music, Duofel Plays The Beatles, com releituras bem personalizadas de Eleanor Rigby; Got To Get You Into My Life; Across The Universe; Norwegian Wood; e Mr. Moonlight – que ganhou tom de moda de viola –, entre outras.
Sá & Guarabyra lançam Beatles 70
Outra dupla que deu sua própria versão às músicas dos Beatles é Sá & Guarabyra. Seu disco-tributo Beatles 70, produzido por Marcelo Fróes para seu selo Discobertas, chegará às lojas em abril de 2010, para celebrar os 40 anos do lançamento do último álbum do quarteto, Let It Be. A ideia era contar com a companhia de Zé Rodrix, mas sua repentina morte, em maio deste ano, impediu novo encontro do inesquecível trio Sá, Rodrix & Guarabyra.
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Duofel plays Beatles,
Sá e Guarabyra
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Brittany Murphy dá adeus
Iniciei a semana em choque ao saber da morte da jovem atriz Brittany Murphy. Como assim, morreu aos 32 anos, de ataque cardíaco? Claro que surgem especulações as mais diversas, entre elas a de abuso de drogas e anorexia. Recentemente, seus vizinhos chamaram a polícia porque ela estaria totalmente descontrolada...
Para mim, o que importa, é que sempre achei que ela tinha muito talento, embora tenha ficado apagada perto de uma atriz da mesmíssima geração e tipo físico semelhante (loira, baixinha e magrinha), Reese Witherspoon, que fez papéis em filmes de mais destaque. Com outra da mesma geração, Alicia Silverstone, Brittany surgiu em As Patricinhas de Beverly Hills (1995).
Desde adolescente, ela estrela comédias e dramas em que geralmente faz papéis de jovens imaturas, problemáticas, desequilibradas e muitas vezes autoritárias. Não raro aparece com visual junkie, com maquiagem borrada e olhar distante. Como Heath Ledger – que morreu ainda mais jovem e de maneira semelhante há quase dois anos – estaria ela sendo influenciada por seus personagens desequilibrados, ou vice-versa?
Em 1999, ela fez o drama Garota, Interrompida, em outro papel de jovem problemática, ao lado da já consagrada Winona Ryder, em filme que impulsionou a carreira de Angelina Jolie.
Na minha opinião, sempre dava conteúdo denso a seus personagens, e era bastante versátil, tanto que também cantava e deu vida a personagens em vários desenhos animados, incluindo Happy Feet.
Em Grande Menina, Pequena Mulher (2003), Brittany é Molly, herdeira que de repente se vê cheia de dívidas e arranja um emprego de babá. Acontece que sua “patroa”, a menina Dakota Fanning (Ray), é mais adulta e séria que ela – responsável até demais para a idade, pois aprendeu a se virar sozinha, já que os pais nunca estão em casa –, e uma aprende com a outra. É uma agradável comédia, em que as duas mostram grande talento. Esse filme sempre passa na TV, e hoje (22/12), às 14 horas, será apresentado no Universal Channel (43 da Net). No mesmo ano, ela fez outra comédia bem divertida, Recém-Casados, desta vez com o então namorado, Ashton Kutcher, em que eles saem em lua de mel pela Europa e nada dá certo.
Outros filmes de Brittany são: o suspense Refém do Silêncio (2001), com Michael Douglas; 8 Mile – Rua das Ilusões (2002), com o rapper Eminem e Kim Bassinger; Sin City (2005), ao lado de Bruce Willys; e o deprimente A Garota Morta (2006), com Toni Collette. Recentemente, ela lançou nos EUA o thriller Across the Hall, e finalizou o filme de ação The Expendables, de Sylvester Stallone.
Ao saber da morte da ex-namorada, divulgada no domingo, o ator Ashton Kutcher publicou uma mensagem no Twitter: “O mundo perdeu um pequeno raio de sol”.
FÁBIO BARRETO
Nem bem lançou o polêmico filme Lula, o Filho do Brasil (que só estreia em janeiro), o cineasta Fábio Barreto está em coma induzido após sofrer um grave acidente de carro na noite de sábado, em Botafogo. Sei bem a tristeza de ter um parente nesse estado, e torço para que o filho do produtor Luiz Carlos Barreto, o “Barretão”, fique bem logo, a exemplo do dramaturgo Mário Bortolotto, atingido por tiros em assalto há duas semanas, que se recupera bem.
Fábio Barreto dirigiu dezenas de filmes, entre os quais O Quatrilho (1995) e Índia, a filha do sol (1984) – ambos com Glória Pires, que também estrela Lula...; Luzia homem (1988), com Cláudia Ohana; A Paixão de Jacobina (2002); e Bela Donna (1997), com Florinda Bolkan. Em 2007, fez a adaptação nacional do seriado de TV Desperate Housewives. MUITA FORÇA PRA ELE!!
sábado, 19 de dezembro de 2009
Livros para quem ama cinema e São Paulo
Para este fim de semana e início de férias para muita gente, separei livros lançados recentemente cujos temas são minhas paixões: cinema – mais especificamente Mazzaropi, “caipira” paulistano; e São Paulo, vista pela ótica do tradicional bairro da Mooca.
MAZZAROPI – O caipira mais caipira do Brasil, foi escrito pelo cineasta e jornalista Galileu Garcia, que trabalhou como assistente de direção em vários dos filmes do grande ator e personagem, retrato vivo do brasileiro. Garcia, autor do roteiro de Pedro Malasartes, trabalhou com Mazzaropi em vários de seus 32 filmes, desde o primeiro, Sai da Frente. Ele relata momentos da vida e da carreira de Mazzaropi – aplaudido de pé no circo, no teatro e no cinema – com maestria de encantar. Mais que um livro, faz um registro da história deste artista que hoje é patrimônio nacional, e encanta até hoje muitas gerações, com seu humor simples e que documentou uma época em que cresciam as cidades, sem deixar de lado a crítica ao político demagogo. Cada capítulo, fotografia e ficha técnica dos 32 filmes que ele fez leva a uma viagem cheia de encanto e magia.
Lançado pela Editora Ilelis, tem 176 páginas e custa R$ 49,80 (na Livraria Cultura)
Fonte: Revista Company Sul – por Adenildo Lima, professor, poeta, coordenador editorial, escritor e palestrante.
CRÔNICAS DA MOOCA – Com a benção de San Gennaro
O jornalista Mino Carta resgata a memória do tradicional bairro paulistano e as trajetórias de distintos moradores. Em texto envolvente e apaixonado, Mino retoma os hábitos cultivados no bairro – entre eles a torcida pelo time de futebol, o espaço público constituído no hipódromo, a culinária e indústrias pioneiras, além da típica festa de San Gennaro. A obra revive momentos históricos da capital paulista, como “as greves de 1917 e 1919, a revolução de 1924, de lutas pela democracia, que tiveram por palco o bairro da Mooca”, nas palavras de Nelson Schapochnik, autor da orelha da edição.
O ensaio traz flagrantes de um bairro vivo, que acumulou tradições, mas não passou inócuo pelo processo de urbanização acelerada da cidade de São Paulo. Recheado de fotos antigas e atuais, que se encarregam de mostrar os efeitos do tempo. Na definição do fotógrafo Hélio Campos Mello, “São Paulo cresceu para cima, cresceu para os lados, e a Mooca foi obrigada a sacrificar boa parte de sua personalidade em troca dos condomínios verticais, com suas áreas de lazer e sua autossuficiência fechadas atrás de grades e de muros altos”. “Costumo revisitar pessoas e lugares, vivos porque vivo estou. (...) No bairro, se ando nele como em outros tempos, toma-me algo mais fundo que a própria saudade de mim mesmo”, relata Mino.
Criador de vários jornais e revistas que revolucionaram a imprensa de São Paulo, Mino Carta é diretor de redação da revista Carta Capital. Hélio Campos Mello, fotógrafo, é diretor de redação da revista Brasileiros.
Escrito por Mino Carta, com fotos de Hélio Campos Mello, Crônicas da Mooca tem 96 páginas e custa R$ 29. Integra a Coleção Pauliceia da Boitempo Editorial, coordenada por Emir Sader, e da qual recomendo também Meu Velho Centro, de Heródoto Barbeiro.
BURACO também é cultura?
Este “buraquinho” é uma pequena amostra de como estão as ruas pela cidade. Ruas e calçadas. Você dirá: pedestre não deve andar pela rua! Ora, e pra atravessá-la? As faixas de pedestres também estão em petição de miséria, e a gente tem de andar pisando em ovos na hora de atravessá-las, por três motivos: pra ver se todos pararam mesmo pra você atravessar; pra ver se ninguém vai furar o sinal; e pra não virar o pé e cair no meio da rua, como já aconteceu comigo!! E, com tudo isso, tem de passar depressinha, senão o sinal fecha de novo! E isso tem a ver com cultura, sim, pois numa queda brava, fiquei de molho em casa por um mês, sem poder nem ir ao cinema de metrô e caminhando, como gosto!
SÃO PAULO Abandonada & Antiga
Para quem, como eu, curte conhecer São Paulo e quer saber mais sobre a cidade, recomendo navegar pelo site São Paulo Abandonada & Antiga, feito por quem luta para preservar a memória da cidade e por sua restauração e conservação.
MAZZAROPI – O caipira mais caipira do Brasil, foi escrito pelo cineasta e jornalista Galileu Garcia, que trabalhou como assistente de direção em vários dos filmes do grande ator e personagem, retrato vivo do brasileiro. Garcia, autor do roteiro de Pedro Malasartes, trabalhou com Mazzaropi em vários de seus 32 filmes, desde o primeiro, Sai da Frente. Ele relata momentos da vida e da carreira de Mazzaropi – aplaudido de pé no circo, no teatro e no cinema – com maestria de encantar. Mais que um livro, faz um registro da história deste artista que hoje é patrimônio nacional, e encanta até hoje muitas gerações, com seu humor simples e que documentou uma época em que cresciam as cidades, sem deixar de lado a crítica ao político demagogo. Cada capítulo, fotografia e ficha técnica dos 32 filmes que ele fez leva a uma viagem cheia de encanto e magia.
Lançado pela Editora Ilelis, tem 176 páginas e custa R$ 49,80 (na Livraria Cultura)
Fonte: Revista Company Sul – por Adenildo Lima, professor, poeta, coordenador editorial, escritor e palestrante.
CRÔNICAS DA MOOCA – Com a benção de San Gennaro
O jornalista Mino Carta resgata a memória do tradicional bairro paulistano e as trajetórias de distintos moradores. Em texto envolvente e apaixonado, Mino retoma os hábitos cultivados no bairro – entre eles a torcida pelo time de futebol, o espaço público constituído no hipódromo, a culinária e indústrias pioneiras, além da típica festa de San Gennaro. A obra revive momentos históricos da capital paulista, como “as greves de 1917 e 1919, a revolução de 1924, de lutas pela democracia, que tiveram por palco o bairro da Mooca”, nas palavras de Nelson Schapochnik, autor da orelha da edição.
O ensaio traz flagrantes de um bairro vivo, que acumulou tradições, mas não passou inócuo pelo processo de urbanização acelerada da cidade de São Paulo. Recheado de fotos antigas e atuais, que se encarregam de mostrar os efeitos do tempo. Na definição do fotógrafo Hélio Campos Mello, “São Paulo cresceu para cima, cresceu para os lados, e a Mooca foi obrigada a sacrificar boa parte de sua personalidade em troca dos condomínios verticais, com suas áreas de lazer e sua autossuficiência fechadas atrás de grades e de muros altos”. “Costumo revisitar pessoas e lugares, vivos porque vivo estou. (...) No bairro, se ando nele como em outros tempos, toma-me algo mais fundo que a própria saudade de mim mesmo”, relata Mino.
Criador de vários jornais e revistas que revolucionaram a imprensa de São Paulo, Mino Carta é diretor de redação da revista Carta Capital. Hélio Campos Mello, fotógrafo, é diretor de redação da revista Brasileiros.
Escrito por Mino Carta, com fotos de Hélio Campos Mello, Crônicas da Mooca tem 96 páginas e custa R$ 29. Integra a Coleção Pauliceia da Boitempo Editorial, coordenada por Emir Sader, e da qual recomendo também Meu Velho Centro, de Heródoto Barbeiro.
Foto by Laila, tirada na Mooca
BURACO também é cultura?
Este “buraquinho” é uma pequena amostra de como estão as ruas pela cidade. Ruas e calçadas. Você dirá: pedestre não deve andar pela rua! Ora, e pra atravessá-la? As faixas de pedestres também estão em petição de miséria, e a gente tem de andar pisando em ovos na hora de atravessá-las, por três motivos: pra ver se todos pararam mesmo pra você atravessar; pra ver se ninguém vai furar o sinal; e pra não virar o pé e cair no meio da rua, como já aconteceu comigo!! E, com tudo isso, tem de passar depressinha, senão o sinal fecha de novo! E isso tem a ver com cultura, sim, pois numa queda brava, fiquei de molho em casa por um mês, sem poder nem ir ao cinema de metrô e caminhando, como gosto!
Foto by Laila, tirada na Mooca
SÃO PAULO Abandonada & Antiga
Para quem, como eu, curte conhecer São Paulo e quer saber mais sobre a cidade, recomendo navegar pelo site São Paulo Abandonada & Antiga, feito por quem luta para preservar a memória da cidade e por sua restauração e conservação.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Peça lúdica conta história de uma palhaça
Esta peça parece bem lúdica e interessante. Tem apresentações gratuitas de hoje a domingo, na Caixa Cultural. É da suíça Gardi Hutter, palhaça com quase 30 anos de carreira, que apresenta no Brasil o espetáculo solo “O Ponto”, após turnê em toda a Europa, além de Rio de Janeiro e Brasília, trazida pelo grupo Lume de Teatro.
Neste espetáculo, Joana vive no subsolo de um teatro. Personalidade clown consagrada na peça Joana D’arpo, ela é um “ponto” que vive para o teatro, representando a memória viva dos atores durante suas apresentações: uma vez esquecida a fala, discretamente sussurra o trecho que se segue. Joana é uma trabalhadora apaixonada e, por morar debaixo de um antigo palco, quase não precisa sair da cama para cumprir sua função. Lá mesmo ela se diverte, olhando o mundo por uma estreita abertura no chão. Só que, um dia, o velho teatro é substituído por outro mais moderno, e ninguém se lembra dela...
Onde: Grande Salão da Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111 – Telefone: (11) 3321-4400
Quando: de hoje (17) a sábado (19), às 20 horas; e domingo (20), às 19 horas
Entrada gratuita – retirar os ingressos com 2 horas de antecedência
Para outras informações sobre a artista, clique aqui.
*********************
Outro dia falei aqui de André Mehmari, e hoje falo de dois “Andrés”, que coincidentemente se apresentam em dois dias seguidos no Sesc Pinheiros: André Madi, hoje, e André Christovam, amanhã.
O cantor, compositor e violonista André Madi apresenta o show “Os Olhos Musicais”. Acompanhado do pianista Paulo Calasans, traz uma genuína mistura de sons e ritmos com canções autorais e parcerias, além de releituras de músicas consagradas.
Onde: Auditório do 3º Andar do Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Telefone: 3095-9400
Quando: hoje (17), às 20 horas.
Quanto: de R$ 3 a R$ 12.
MANDINGA 20 ANOS
O consagrado músico André Christovam relembra o disco “Mandinga”, lançado há exatos 20 anos, e aclamado hoje como o primeiro disco de Blues Brasileiro com todas as letras em português. O disco é um marco e grande referência para toda uma geração. Com Mario Fabre e Fábio Zaganin, o show reconstitui as antigas canções com a verve e o vigor musical de novos tempos.
Onde: Teatro Paulo Autran – Sesc Pinheiros – Rua Paes Leme, 195 – Telefone: 3095-9400
Quando: amanhã (18), às 21 horas.
Quanto: R$ 5 a R$ 20.
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Sesc Pinheiros
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Shows de Verônica Ferriani e Paula Lima, e mais clássicos na TV
Foto: Edu Kessedjian
Hoje é a vez de um dos maiores talentos da nova geração, a doce Verônica Ferriani, que se sai bem em baladas e, principalmente, em sambas. Grande pesquisadora de nossa música, tem feito séries de shows de samba de gafieira, e se apresenta com frequência e grande repercussão na Lapa carioca.
Ela faz mais um show de lançamento do CD “Sobre Palavras”, que gravou em parceria com o violonista e compositor Chico Saraiva.
Quando: hoje (quarta, 16), às 21 horas.
Onde: Sala Crisantempo – Rua Fidalga, 521 – Vila Madalena – Fone: (11) 3819-2287
Quanto: R$ 20
Acompanhe recente apresentação da dupla no Sesc Pompeia, interpretando a música “Filha de Encanto”, de Chico Saraiva e Mauro Aguiar:
Paula Lima é cantora já veterana, cheia de carisma e com um belo vozeirão! Ela apresenta seu “Samba Chic” às vésperas do Natal (quarta, dia 23, às 21 horas), no novo Teatro Bradesco – que ainda não tive o prazer de conhecer. Músicos acompanhantes: Webster Santos (guitarra); Danilo Santana (teclados e efeitos); Cuca Teixeira (bateria e efeitos); Marcelo Mariano (baixo); Will de Freitas (trombone, flauta, violão aço e cavaquinho); Guto Bocão Vai Vai (percussão); e Felipe Roseno (percussão).
Informações e ingressos aqui.
Continua no TCM (canal 91 da Net) o Festival 50 filmes que você precisa ver antes de morrer. Veja o restante da programação, de vários gêneros e época, de hoje até o Natal, sempre a partir das 22 horas (os filmes reprisam na tarde seguinte):
16 de dezembro – quarta-feira
22h – Sangue de Pantera (Cat People, 1942)
23h20 – Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind, 1977)
17 de dezembro – quinta-feira
22h – Pink Floyd The Wall (Pink Floyd The Wall, 1982)
23h45 – O Exorcista (The Exorcist, 1973)
18 de dezembro – sexta-feira
22h – Tarzan e sua Companheira (Tarzan and His Mate, 1934)
23h40 – O Poderoso Chefão Parte II (The Godfather – Part II, 1974)
19 de dezembro – sábado
22h – Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke, 1967)
0h – Josey Wales, o Fora da Lei (The Outlaw Josey Wales, 1976)
20 de dezembro – domingo
22h – Os Fantasmas se Divertem (Beetlejuice, 1988)
23h40 – A Testemunha (Witness, 1985)
21 de dezembro – segunda-feira
22h – Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty Dancing, 1987)
23h50 – Lolita (Lolita, 1962)
22 de dezembro – terça-feira
22h – O Picolino (Top Hat, 1935)
23h45 – Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968)
23 de dezembro – quarta-feira
22h – Bravura Indômita (True Grit, 1969)
0h – A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankestein, 1935)
24 de dezembro – quinta-feira
22h – A Canção da Vitória (Yankee Doodle Dandy, 1942)
0h – Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)
25 de dezembro – sexta-feira
22h – Simbad e a Princesa (The 7th Voyage of Sinbad, 1958)
23h35 – Os Sete Samurais (Seven Samurais, 1954)
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